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Planejamento de vendas em GUERRA

Lá no velho mundo, nós utilizávamos dois instrumentos de planejamento: o planejamento de vendas (territory planning) e planejamento de contas (account planning). Estes instrumentos ainda serão utilizados, mas de maneira muito diferente.

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No mundo novo precisamos de um terceiro instrumento de planejamento: o PLANO DE GUERRA (war plan) e eu vou explicar, aqui, as mudanças necessárias no plano de vendas e de contas, e como fazer um plano de guerra eficiente.

O Plano de vendas (territory plan) tem que ter: análise do funil de vendas (taxas de conversão, ciclo de vendas e ticket médio), estratégia para obter novos clientes, oportunidades de up-sell e cross-sell, estratégia de venda na base usando o vetor de clientes e usando o vetor de ofertas. No velho mundo fazíamos este plano para 1 ano, mas agora tem que ser para o trimestre e revisto mensalmente. A crise está afetando as empresas de maneira diferente, então, uma empresa que tenha um excelente potencial de compras neste mês, pode ser que tenha sua situação mudada e deixe de ser um "alvo" para você, então o plano tem que ser trimestral. No velho mundo era uma prática comum fazer alocação de território por região geográfica, mas isto agora não faz o menor sentido, já que as interações com os clientes serão preferencialmente digitais. Será muito melhor alocar as contas para o profissional que tiver maior domínio e conhecimento daquele mercado, criando então, o vendedor-especialista.

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O Plano de conta (account plan) tem que ter: objetivo de venda na conta, mapa do conhecimento (cliente, negócio, mercado), Mapa do relacionamento (quem conheço e quem preciso conhecer), Mapa da concorrência (quem é, o que oferecem, relacionamentos), Mapa das influências externas, Mapa das dores, Mapa das soluções adquiridas e oportunidades, e estratégia e ações para VENDER. No velho mundo fazíamos este plano para 1 ano, mas agora tem que ser para o trimestre e revisto mensalmente, e o vendedor tem que ter um foco ENORME em busca de oportunidade e de receita de curto prazo.

Em época de crise fazemos o plano de vendas e plano de contas de maneira mais CURTA e FREQUENTE, como GOTAS ou SQUADS. O motivo é a instabilidade de mercado.

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No mundo novo precisamos de um terceiro instrumento de planejamento: o PLANO DE GUERRA (war plan).

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O Plano de guerra (war plan) tem que ter: estratégia de guerra DO MÊS, o que será priorizado no mês, ações de curto prazo, e indicadores de desempenho. O plano também é CURTO e FREQUENTE como GOTAS.

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E por final, vamos falar dos indicadores de desempenho. Lá no velho mundo usávamos KPIs que eram anuais ou semestrais. Algumas empresas passaram a usar OKRs que são trimestrais com revisão mensal, e tendo um cunho muito mais objetivo. No novo mundo teremos que usar DRIP Indicators, indicadores mensais.

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Quando eu expliquei esta teoria para um cliente ele disse "faz muito sentido, já que a situação do mercado está mudando rapidamente e temos que estar, constantemente, olhando e adaptando. Mas...e quando a crise acabar?"

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Eu acho que teremos ainda um bom caminho pela frente antes da crise acabar, mas a crise mudou o comportamento de compras e de vendas. Então, mesmo que a crise acabe, nós trabalharemos sob as regras do mundo novo. Estaremos habituados a pensar em curto prazo e fazer planos rápidos e que sejam ajustados frequentemente, claro que tendo um norte maior, ou uma diretriz de mais longo prazo. Estaremos habituados com comunicações CURTAS e FREQUENTES entre gestores e vendedores. Esta será a nova realidade...

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